domingo, 22 de maio de 2016

Galáxias que se afastam - por Renato Lear de Oliveira

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Desde 1912, quando o o astrônomo americano Vesto Melvin Slipher (1875-1969), do Observatório Lowell, descobriu que as linhas espectrais da galáxia Andrômeda (M31) mostravam um enorme deslocamento para o azul, indicando que essa galáxia estava se aproximando do Sol, a uma velocidade de 300 km/s, os cientistas vêm descobrindo mais sobre a expansão do Universo. As estrelas que vemos a olho nu à noite estão a milhares de milhares de quilômetros de nós. Sua luz nos chega depois de viajar por milênios pela galáxia. As outras galáxias, captadas por potentes telescópios, como o Hubble, são vistas graças à luz que emitem e que atravessa o espaço vazio.

Hoje podemos observar esses fenômenos astronômicos por meio de aparelhos tecnológicos. No entanto, futuramente, esse prazer não será possível. Como fora dito, as galáxias estão se afastando, de modo que, daqui a milhares de anos, estarão tão distantes a ponto de não podermos mais vê-las, mesmo com ferramentas ópticas. O Universo se expandirá mais e mais, e tudo que hoje nossas máquinas captam se perderão na imensidão. As gerações de um futuro longínquo, infelizmente, apenas lerão o que seus antepassados descobriram. Até lá, há muito tempo, e muito a se descobrir.

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