sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ameaças à vida na Terra - por Renato Lear de Oliveira

Acima de nossas cabeças, o cenário mais magnífico desta vida se estende: o Universo. Poucas pessoas olham-no de forma interrogativa; menos ainda se interessam por investigá-lo. Outro termo utilizado para nomeá-lo é cosmos, que significa "harmonia". De fato, os planetas, os planemos, estrelas e galáxias parecem seguir uma "linha fixa" pelo Universo, sem jamais desviar sua trajetória.

Porém, se o cosmos é harmônico, também é extremamente hostil. Pelo espaço vagam asteroides, imensos blocos rochosos, gerados durante a formação do Sistema Solar, e que ameaçam a vida. Estrelas explodem, liberando uma quantidade incrível de energia, dizimando planetas inteiros, ou tornando-se buracos negros, absorvendo toda a matéria. O Universo é vasto, porém inóspito. Além da Terra, nenhum outro planeta conhecido, até agora, abriga vida. Qualquer estrela, com o tamanho do Sol ou maior, pode emitir jatos de raios gama e aniquilar a vida em qualquer lugar.
A Terra orbita uma zona azada do Sistema Solar. Quando um asteroide ameaça colidir com nosso planeta, a gravidade de Júpiter desvia-o de sua rota. Mesmo que o asteroide prossiga em nossa direção, o corpo celeste não nos atinge, ou cai na área escura da Lua. Alguns cientistas, mormente os que já fizeram viagens espaciais pela NASA, ficam preocupados com possíveis colisões. Neil deGrasse Tyson, astrofísico e diretor do planetário Hayden, alerta: "Asteroides já atingiram a Terra. Há 65 milhões de anos, um deles foi responsável pela extinção dos dinossauros". E completa a seguir: "Por um lado, a queda do asteroide foi boa para nós; tivemos a chance de povoar o planeta. Porém, pode ser que outro nos mate no futuro."
O terror atualmente gira em torno do Apophis, um asteroide de 450 metros de diâmetro, que passou próximo à Terra em 2004 e pode retornar em 2029. Nesta data, o Apophis ficará mais próximo de nós, mais perto que os satélites que as emissoras de TV usam. Passará por uma zona do planeta em que pode ter sua rota alterada pela gravidade e retornar mais uma vez, em 2036, em rota de colisão. Embora hoje as possibilidades disso acontecer sejam mínimas, a preocupação paira na mente de alguns.
Estamos na única espaçonave que comporta vida. Um pequeno e "pálido ponto azul" no Universo. Somos seres frágeis e quiçá sozinhos. Os cientistas auscultam o cosmos à procura desses corpos que ameaçam nossa existência. O cosmos é belo, não há dúvidas, mas perigoso. Nada mais emocionante que estes apanágios.

domingo, 22 de maio de 2016

Galáxias que se afastam - por Renato Lear de Oliveira

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Desde 1912, quando o o astrônomo americano Vesto Melvin Slipher (1875-1969), do Observatório Lowell, descobriu que as linhas espectrais da galáxia Andrômeda (M31) mostravam um enorme deslocamento para o azul, indicando que essa galáxia estava se aproximando do Sol, a uma velocidade de 300 km/s, os cientistas vêm descobrindo mais sobre a expansão do Universo. As estrelas que vemos a olho nu à noite estão a milhares de milhares de quilômetros de nós. Sua luz nos chega depois de viajar por milênios pela galáxia. As outras galáxias, captadas por potentes telescópios, como o Hubble, são vistas graças à luz que emitem e que atravessa o espaço vazio.

Hoje podemos observar esses fenômenos astronômicos por meio de aparelhos tecnológicos. No entanto, futuramente, esse prazer não será possível. Como fora dito, as galáxias estão se afastando, de modo que, daqui a milhares de anos, estarão tão distantes a ponto de não podermos mais vê-las, mesmo com ferramentas ópticas. O Universo se expandirá mais e mais, e tudo que hoje nossas máquinas captam se perderão na imensidão. As gerações de um futuro longínquo, infelizmente, apenas lerão o que seus antepassados descobriram. Até lá, há muito tempo, e muito a se descobrir.